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BENJAMIN ALVES DE CARVALHO

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Lúcio Antonio Prado Dias

 

Benjamin Carvalho nasceu em 2 de setembro de 1904, na cidade de Rio Real, Bahia, na Fazenda São Bento. Estudou no tradicional Colégio Carneiro Lisboa, em Salvador, levado à boa terra pelo avô Otavio Souza Leite, líder político de prestígio na região.

Formou-se médico em 1927, pela vetusta Faculdade de Medicina da Bahia. Teve como colegas de turma ilustres personalidades tais como José Silveira, que viria a ser importante tisiologista, Hozaná de Oliveira, que se tornou pediatra e Carlos Morais, otorrinolaringologista, todos depois vindo a lecionar com notável saber na histórica faculdade do Terreiro de Jesus. Na conclusão do curso, defendeu a tese “ Da Resistência dos Estados Mórbidos à Terapêutica e da Incurabilidade perante a Eutanásia”, sendo aprovado com louvor.

Já em Aracaju, exerceu a profissão com sabedoria e humanismo, clinicando inicialmente nas áreas de dermatologia e das vias urinárias. Foi médico do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Bancários na década de 30 a 40. Em 1935 casou-se com a Sra. Hortência Rollemberg da Fonseca. Seus filhos, Francisco Benjamin, Bento Carvalho, Márcio, Luiz Benjamin, Maria Hortência e Maria Stael. Em 1945, assumiu a direção do Hospital de Cirurgia, atendendo convite do Dr.Augusto Leite, com o qual manteve fraterna e sólida convivência. Foi deputado estadual pela antiga UDN, com destacada participação na elaboração da Carta Constitucional do Estado de Sergipe, ao lado de personalidades políticas do porte de Francisco Porto, pai do Dr.Lauro Porto, Armando Rollemberg, Orlando Dantas, Edézio Vieira de Melo, Seixas Dória, entre outros. No Governo Leandro Maciel, foi Secretário de Saúde.

Em 1953, ao lado de Augusto Leite, Garcia Moreno, Juliano Simões, Basílio Amaral e Felte Bezerra, compôs a primeira diretoria da Sociedade Civil Faculdade de Medicina de Sergipe, na condição de 1º Secretário.

Magnífico tribuno, na solenidade de instalação da referida sociedade, ocorrida no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, em 30 de junho do mesmo ano, coube-lhe proferir o discurso oficial, mostrando o sentido da futura faculdade na vida de Sergipe. Sua oração “foi um hino de amor ao Estado, de fé no seu progresso e esperança no trabalho de seus homens”, conforme relatado em reportagem publicada no Sergipe Jornal em 3 de julho de 1953. O ilustre esculápio contagiou os presentes com sua eloqüência e vibração, transmitindo todo o seu entusiasmo pela causa que empolgava os sergipanos naquele momento: a fundação da nossa faculdade de Medicina. Infelizmente, a criação da faculdade naquela oportunidade, não se efetivou. Somente em 1959, com Benjamin agora comandando a Sociedade Civil Mantenedora Faculdade de Medicina, o sonho da faculdade passou a ser realidade, quando ele deu todo o apoio necessário para que Antonio Garcia, à época Secretário de Educação e Saúde, se constituísse em elemento fundamental e decisivo para a concretização do projeto. Na faculdade, Benjamin foi professor primeiro, lecionando a disciplina de História da Medicina. Faleceu em Aracaju em 29 de setembro de 1995.

(*) Lúcio Antonio Prado Dias, da Academia Sergipana de Medicina. Vice-presidente da Associação Médica Brasileira.
 

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