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ACADEMIAS DE MEDICINA

 

 

 

(*) Lúcio Antonio Prado Dias

 

 

As Academias, no sentido contemporâneo ( agremiações científicas, literárias ou artísticas), fundaram-se na Itália renancentista ( Academia Della Crusta, Florença, 1882; Academia Licei, Roma ) e espalharam-se pela Europa. Em Portugal, a Academia dos Singulares foi a primeira, fundada em 4 de outubro de 1623, depois da qual se seguiram a Academia dos Humildes e Ignorantes, a Academia dos Generosos e a Academia Real da Historia Portuguesa ( fundada em Lisboa, por Dom João VI, em 8 de junho de 1790).

Mas coube a França o modelo atual de Academia – como agremiação de intelectuais das letras, das ciências ou das artes – fundada pelo cardeal Richelieu, em 22 de fevereiro de 1635, denominada Académie Française, com quarenta membros, escolhidos pelos pares. Posteriormente, em 22 de dezembro de 1666, foi fundada a Académie de Sciences, com setenta membros ( a Académie de Médicine foi fundada somente em 1820, com cem membros).

Nas Academias que daí se originaram, além de o novo acadêmico ser escolhido pelos pares e o número de cadeiras ser limitado, tornaram-se fundamentos básicos a vitaliciedade ( a qualidade do acadêmico deve ser inamovível) e a imortalidade ( a l´immortalité, durée perpétuelle). Também é próprio que as cadeiras sejam numeradas, além de serem usadas vestes simbólicas, de gala, e a medalha acadêmica nas sessões de posse dos novos Acadêmicos; isso porque, segundo a história da Academia Francesa, as solenidades eram muito concorridas, e os membros da Academia, com vestes reconhecidas, teriam menos dificuldades para chegar aos seus lugares.

São exemplos de Academia, no Brasil, a Academia Nacional de Medicina ( 1829), a Academia Brasileira de Letras (1897), a Academia Sergipana de Letras, a Academia Sergipana de Medicina.

No entanto, com os americanos, no início do século XX, surgiu outra concepção de Academia: agremiação aberta a todos os que satisfazem certos requisitos ( via de regra, títulos a serem examinados por uma comissão e pagamento de anuidade),com número ilimitado de vagas, sem vitaliciedade, sem imortalidade, sem cadeiras numeradas e sem Patronos. São exemplos dessa nova concepção a American Academy of Medicine, hoje com seis mil e setecentos membros; a American Academy of Family Physicians, com oito e oitocentos membros e a International Academy of Law and Mental Health ( com muitos membros, em várias partes do mundo, sediada no Canadá).

Aqui no Brasil, correspondem às sociedades e às associações de classe, como a Associação Médica Brasileira - AMB, com mais de 50 mil associados, e suas federadas.

A nossa Academia Sergipana de Medicina, fundada em 1994, se enquadra na concepção de origem francesa, com quarenta cadeiras e seus respectivos patronos, vitaliciedade e imortalidade.

 

PR(ESCREVER) é um espaço médico-literário do Jornal CINFORM

Editor Responsável: Lúcio Antonio Prado Dias (DRT-SE – 976)

Apoio:

Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – SOBRAMES-SE

Academia Sergipana de Medicina – ASM.

 

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores

Correspondências:

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